Contos
A Sétima Luz
publicado em 10/03/2010
49 visitas

malgaxe
Pato Branco (PR)
Membro desde 03/2010
Membro desde 03/2010
A sombra de Diego Tapias naquele imundo esconderijo parecia uma cena surreal, a penumbra certamente escondia, mas em cima de uma mesa baixa, os planos... O assalto ocorreria às 12 horas, na ladeira ao lado da joalheria, teria que percorrer 200 metros até a primeira boca de lobo, que já estaria aberta com uma placa de "Homens Trabalhando", entraria, a dois metros de altura estaria a tubulação de esgoto, em linha reta, teria que percorrer mais seis bocas de lobo e sair, na segurança de um matagal, e mais adiante dois comparsas o pegariam e sumiriam sem se preocupar. Era um plano perfeito.
A certeza de que tudo daria certo era o despiste de mais três comparsas que, na hora do assalto, correriam cada um para um lado. O que faria com que Diego reconhecesse as bocas de lobo em disparada seria a luz emitida pelas tampas vazadas de todos, contaria mentalmente e sairia na sétima luz.
12 horas... Com uma pasta embaixo do braço, Diego adentrou a joalheria e rendeu a única funcionária que ali se encontrava, apontou um revólver e mandou desligar o alarme, o que foi obedecido, depois ele mesmo fechou as portas da frente, deixando apenas uma lateral aberta. Retirou uma mochila da pasta e entregou a moça que encheu de jóias e dinheiro. Ainda sob a mira da arma, a moça foi levada para o banheiro e trancada.
Lentamente, caminhou para a saída, quando, na rua, o seu coração acelerado e a respiração ofegante, lhe eram os combustíveis para correr até a boca de lobo, a primeira. Praticamente caiu dentro e já na tubulação, respirou profundamente, extremamente nervoso... Memorizou que esta fora a primeira luz... Encaixou a mochila nas costas, e começou a correr... Segunda luz... Terceira luz... Quarta luz... Quinta luz... Suas pernas enfraqueciam devido a distância entre as bocas de lobo, 200 metros, e o calor infernal naquele esgoto.
Balbuciou pra si as palavras: "Falta pouco". Respirou profundamente e seguiu, Sexta luz... A sua visão já estava embaçada de tanta lama e parou algumas vezes antes de encontrar a última luz. A uns 10 metros, visualizou os raios de luz na sua frente... Gritou eufórico, sétimaaaaaaaaaa... Agarrou a pequena escada que o separava do matagal e lentamente subiu... Com uma forte pressão, fez a tampa ir pelos ares e colocou pelo menos meio corpo para fora...
Dois segundos depois, despedaçado completamente, jaziam ainda pulsantes ao lado da ferrovia, os pedaços do que fora Diego Tapias, um super ladrão...
A 200 metros daí, com os olhos esbugalhados pelo impacto da visão, os dois comparsas retiravam o carro de sobre a sétima boca de lobo, e buscavam a mochila deixada pelo defunto na oitava, enquanto a locomotiva seguia distante o seu caminho.
Malgaxe
A certeza de que tudo daria certo era o despiste de mais três comparsas que, na hora do assalto, correriam cada um para um lado. O que faria com que Diego reconhecesse as bocas de lobo em disparada seria a luz emitida pelas tampas vazadas de todos, contaria mentalmente e sairia na sétima luz.
12 horas... Com uma pasta embaixo do braço, Diego adentrou a joalheria e rendeu a única funcionária que ali se encontrava, apontou um revólver e mandou desligar o alarme, o que foi obedecido, depois ele mesmo fechou as portas da frente, deixando apenas uma lateral aberta. Retirou uma mochila da pasta e entregou a moça que encheu de jóias e dinheiro. Ainda sob a mira da arma, a moça foi levada para o banheiro e trancada.
Lentamente, caminhou para a saída, quando, na rua, o seu coração acelerado e a respiração ofegante, lhe eram os combustíveis para correr até a boca de lobo, a primeira. Praticamente caiu dentro e já na tubulação, respirou profundamente, extremamente nervoso... Memorizou que esta fora a primeira luz... Encaixou a mochila nas costas, e começou a correr... Segunda luz... Terceira luz... Quarta luz... Quinta luz... Suas pernas enfraqueciam devido a distância entre as bocas de lobo, 200 metros, e o calor infernal naquele esgoto.
Balbuciou pra si as palavras: "Falta pouco". Respirou profundamente e seguiu, Sexta luz... A sua visão já estava embaçada de tanta lama e parou algumas vezes antes de encontrar a última luz. A uns 10 metros, visualizou os raios de luz na sua frente... Gritou eufórico, sétimaaaaaaaaaa... Agarrou a pequena escada que o separava do matagal e lentamente subiu... Com uma forte pressão, fez a tampa ir pelos ares e colocou pelo menos meio corpo para fora...
Dois segundos depois, despedaçado completamente, jaziam ainda pulsantes ao lado da ferrovia, os pedaços do que fora Diego Tapias, um super ladrão...
A 200 metros daí, com os olhos esbugalhados pelo impacto da visão, os dois comparsas retiravam o carro de sobre a sétima boca de lobo, e buscavam a mochila deixada pelo defunto na oitava, enquanto a locomotiva seguia distante o seu caminho.
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