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Contos
O Terráqueo de Antares
publicado em 10/03/2010
38 visitas
malgaxe
Pato Branco (PR)
Membro desde 03/2010

Através dos tempos, sempre houve estórias a respeito de visitas alienígenas à Terra, mas nunca alguém relatou uma passagem sobre este guerreiro vindo dos céus. 2618, ao sul de Antares, a estrela vermelha, num pequeno planeta, 72 naves se preparam para irem reconhecer um planeta na órbita da estrela sol. O identificavam como YW903K. Foi um planeta explorado no passado, mas devido às várias guerras, nada do que existia em relação a ele ainda existe. Estes seres eram semelhantes aos humanos que eles não sabiam existir. Suas naves eram de aerodinâmica semelhante a caças terrestres, mas a tecnologia era muito superior.

No comando da esquadrilha alienígena, aquele que tinham como um grande general fizera batalhas contra várias hordas de invasores e nunca foi derrotado, e nem os exércitos que comandava. 46 anos, 1,90m de altura, corpo atlético, era diferente dos seus, por isso o veneravam. Diziam que foi presente dos deuses, os deuses o trouxeram para proteger o planeta. A única coisa que sabiam era que, no verão de 2575, uma nave bombardeada no espaço, após uma visita a um planeta distante, pousou agonizante no planeta e trouxe o general muito jovem do espaço. Nenhum ser sobreviveu para dizer de onde teria vindo a criatura.

Mas devido à índole não hostil, foi criado neste planeta, como se fosse um deles. Aprendeu a língua, os costumes, aprendeu que ali era seu planeta e que o amava. O silêncio da avermelhada manhã foi quebrado pelo urrar das 72 naves, e logo o céu as expunha lado a lado, cruzando em direção ao espaço. Sete vezes sobrevoaram a capital, e, por fim, desapareceram no espaço sideral. Ao divisar a via láctea, o comandante deu o alerta, o planeta já era visível em seu monitor. Sob a estratosfera terrestre, os pontos luminosos surgiram no céu. Abaixo da sua e das outras naves, o comandante avistou caças semelhantes aos seus, mas a velocidade o fez julgar serem aeronaves do planeta visitado.

Realmente, a defesa aérea da Terra já os tinha visualizado ao entrarem no sistema solar, e os aguardava em posição defensiva. Era a atitude tomada sempre em casos como estes. Aguardar, para receber ou atacar, conforme fossem ou não hostis. Vinte minutos depois, as 72 naves alienígenas eram acompanhadas de 580 caças terrestres para o pouso. Pousaram... Traziam no bojo, cada uma, mísseis, estranhos, eram como agulhas, aos milhares.

Trinta minutos depois, em formação militar ao lado das aeronaves, os seres estavam silenciosos, mas com um flagrante ar de angústia. A nave de comando tinha caracteres que se assemelhavam aos caracteres egípcios da antiguidade terrestre, a cor era diferente das outras. Enquanto todas eram cinza e traziam apenas um tipo de caractere, esta era de um verde escuro, com faixas vermelhas e vários caracteres. Dela desceu o general que trouxe a esquadrilha e mantinha as suas ordens em sigilo. Em frente dele, um terráqueo, cabelos grisalhos, lhe ofereceu a mão. Antes de apertá-la, olhou aquele ser e pode observar a semelhança física entre os dois, olhou novamente a sua tropa, e baixou a cabeça.

Em revista, pelas duas tropas, terrestre e alienígena, o general, estava quase convicto neste planeta nascera. Durante 30 dias, ficaram alojados e tomando conhecimento de tudo em relação à Terra. Sim, era semelhante ao planeta alienígena. A Terra tinha 21% de oxigênio, 73% de hidrogênio e 6% de outros gases no ar. O planeta de que vinham era semelhante, apenas em 1 ou 2 % de diferença na composição de cada gás, o que não afetava a sua sobrevivência no planeta Terra. Aprenderam a língua terrestre, os costumes e, o principal, o arsenal terrestre de armas. A semelhança daquele general com os terráqueos era visível. A cúpula terrestre já tinha em mãos documentos para apresentar ao alienígena.

22 de agosto de 2618, a manhã estava clara e, ao longe, nas montanhas, o azulado era de uma beleza magistral. Sob o extenso campo de treinamentos militares, as tropas dos dois planetas perfilados, eram observadas pela cúpula terrestre e pelo general alienígena. Após discursos dos dois lados, ambas as partes dirigiram-se para uma sala fechada. O excelso general alienígena carregava uma pequena maleta; a cúpula, uma pasta com os documentos. A imensa mesa expunha, de um lado, o staff alienígena com seu general ao centro, de outro, a cúpula terrestre. O mesmo oficial grisalho que os recebeu deu as boas-vindas e deixou livre a palavra. Levantou-se o general alienígena e do alto de seus 1,90m, disse: "Senhores, dentro desta maleta trago os dados sobre nosso armamento, os mísseis que vêem em nossas naves, podem destruir seu planeta várias vezes. Esta iniciativa do comando em nosso planeta se deu em função de que nos enviaram aqui para lhes apresentar um ultimato. Estamos, senhores, tomando posse do planeta". Abriu a maleta e espalhou os documentos sobre a mesa.

Do outro lado, sereno, o chefe dos terráqueos pediu para irem com o general alienígena a uma outra sala. Dentro da sala, havia equipes médicas de plantão para colher o sangue do general. Entraram na sala e 30 minutos depois o general alienígena saia e dava ordens para a partida de sua esquadrilha. O sol da tarde ficou mais brilhante quando as 72 naves alienígenas sobrevoaram por sete vezes as formações militares terráqueas, voltaram à estratosfera e, depois, a Antares.



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